E-BOOK MENINAS SUPER POÉTICAS

sábado, julho 18, 2015


Não reveja suas derrotas, 
lembre apenas do que te fez sorrir, 
filtre as amizades, curta a vida, ame, 
não troque o hoje pelo amanhã.

Elizaete Ribeiro

sexta-feira, julho 17, 2015

Relva


Sinto falta da relva verde a perder de vista
Sinto falta da dança do capim ao toque e som do vento,
Livres, campos, cheiro da terra, madre fértil

Sinto falta da rotina campestre 

Das tardes faceiras
Do galopar de castanhinha
Do campear do gado

Do apascentar as ovelhas
Do velho Curral matinal
Do Barulho das rezes ao despontar do dia

Dos homens vaqueiros que se aparelhavam para a labuta
Do caminho estreito que as mulheres faziam
Da criançada alegre e barulhenta

Das marolas que as borboletas faziam
Da velha brincadeira de roda
Dos carrinhos de rolimã

Da inocência da vida
Das conversas amigas
Dos sonhos e imaginação

Saudade e falta dos meus dois irmãos
Das tagarelice sem fim
Das roupas novas aos domingos

Sinto falta da relva 
Me perco no pensamento
Imenso tapete verde

Das travessuras de crianças
Da minha doce infância
Dos lírios nos campos

Sinto
Falta
Da relva verde!



Elizaete Ribeiro

Recomeço


Não sei por quanto tempo vou suportar essa nova caminhada
Não sei por quanto tempo vou tentar. Só sei dizer que está complicado.
Fazer vista grossa pra muitas coisas não é da minha personalidade
Recomeçar nunca foi fácil, mas desta vez sinto que perdi o fio da meada e entendo que estou completamente sozinha. Todas as mãos que no início se estendiam apoiando o recomeço, viraram fumaça, desapareceram, tomaram outro rumo.
As pessoas por mais amáveis e queridas que sejam nunca vão entender a dimensão do seu sonho. Dão até mesmo palpite mais não podem guiar teus passos. Só você é dono do teu destino, teus passos serão dados por tuas pernas, não por pernas de terceiros, então é sempre bom rever os seus conceitos, abrir a gaveta de teus sonhos e projetos, recomece dando passos certos. Ouça a voz da tua alma, pois a alma sempre deseja o que ama.

Elizaete Ribeiro

Tava aqui relembrando sobre meu primeiro texto publicado. A alegria fora maior por ter tido a honra de membros da academia brasileira de Letras e críticos literários da USP, lerem e aprovarem minha escrita. 
Sim, a publicação foi numa antologia de poemas e contos, essa foi a porta para o mundo da literatura. Pouco tempo depois assinei meu primeiro contrato literário.
E assim surgiu novos contratos, no mesmo ano  publiquei meu primeiro livro "A Sombra do Coração, totalmente solo, publicado em Portugal, não demorou muito publiquei o meu segundo livro solo "Pensamentos Poéticos", em solo brasileiro. 
E dai por diante não parei mais de publicar.
Valorizo a participação em Antologias de poemas e contos, pois foi assim que comecei. 

Elizaete Ribeiro

A beleza da vida



A beleza da vida está na capacidade de amar, de assumir o sentimento chamado amor
De ser disponível, livre pro outro, totalmente livre de mentira e engano.
 A beleza da vida consiste em amar a si mesmo, esbanjar amor amando o outro. 
Amor não é atração, a beleza do amor não está no sentimento Paixão.
 Como tudo na vida passa, decidir-se por alguém e amá-lo, torna o amor importante. 
A beleza da vida e o amor andam juntos.  

 Elizaete Ribeiro

Eternidade com Deus


A gente sonha pra viver
A sentença que a vida nos prega, é esta, de termos somente uma vida,
 uma vida no sentido de não sermos eternos carnalmente. 
Tudo dependerá de nossas escolhas, escolher entre a vida eterna e a morte eterna. 
A vida no outro plano, é está perto de Deus, a morte no outro plano é está em tormento eterno, então viva para ter uma eternidade com Deus, porque esta vida é passageira.

Elizaete Ribeiro

Mala de memórias





Sempre deixei pra trás um rastro
Uma mala cheia de lembranças
Já apanhei no infinito os fragmentos levado pelo vento

Já pisei nos passos deixado por outro
Já descansei debaixo da sombra de um cajueiro
Já contei as figas dele (flores-frutos)

Já apanhei castanhas em meio as folhas secas
Já usei um galo seco pra riscar o chão
Já gravei meu nome numa árvore

Já fechei os olhos e abri os abraços ao correr
Já virei a curva sem usar o freio
Já caí e ralei os joelhos

Já estourei pimenta nos olhos de forma acidental
Já chorei de saudade
Já fingir está com febre para chamar atenção

Já mendiguei um abraço
Já pulei corda e amarelinha
Brincadeira de roda e cai poço

Já pulei cerca e rasquei o vestido no arame farpado
Construí arapucas e tive êxito, embora tivesse sempre que soltar o pássaro
Já tive um macaco de estimação, um Bem ti vi e um Chico preto

Já contei as andorinhas que fazia verão
O gado branco malhado no campo
Já entrei num açude e já tirei água de poço

Já dormi na mata e visitei uma cacimba
Já vi calango entalado e morto no seu buraco
Já vi o vento dobrar a curva e beijar o rio

Nessa mala de memória vejo como num espelho do tempo
Os rastros e lembranças, esses que me devora de saudade
Já fui criança, e hoje sou adulto


Sempre deixei pra trás um rastro

Uma mala cheia de lembranças

Elizaete Ribeiro

Foram-se tantas coisas


Já não sou mais uma menina.
Já não tenho mais os traços da juventude.
Já não tenho mais o mesmo vigor de antes.
Os sonhos me consumiram e poucas foram as realizações.
Muitas foram as controvérsias encontradas no caminho.
Já não suporto as lavras e nem tampouco os falatórios profano.
Vejo se fechando mais um ciclo de vida e a única coisa de que tenho certeza é da minha fé.
Foram-se os bons anos, a inocência de ser feliz.
Foram-se os bons amigos, os dias perfeito.
Foram-se tantas coisas...
Hoje me encontro com a mala vazia, desnuda de qualquer plano.
Porque já não sou mais uma menina e nem tenho o vigor de antes.
Não tenho medo do recomeço e nem dos falsos amigos.
Prefiro que sejam poucos, mas que me acrescente risos.
Todos os meus anseios lancei aos pés da cruz, como um ato de fé, pois já não sou mais uma menina e nem tenho o vigor de antes.


Elizaete Ribeiro

Na calmaria do campo


Na calmaria do campo
Observar a vida por uma óptica nua, desprovida de qualquer ilusão é tênue.
O balançar da vida é muito mais que o soprar do vento.
Sonhar sem adormecer é viver a realidade de olhos abertos.
Neste vai e vem de pensamentos, vivo o momento, observando a natureza envolta de beleza.


Elizaete Ribeiro

Olhando


Eu fico olhando as flores
Os amores
As ruas sem cores
Céu azul
Noites frias

Sorte muda
Flores, amores, ruas sem cores
Amantes ou ilusão?
Nada disso responde aos meus anseios
Tantas perguntas sem respostas
Tanta beleza sem absorção
Tanta pureza ao léu
Vento balança 
Esmorecem as flores
Amores se vão, ficam apenas as ruas da ilusão.
Eu fico olhando as flores


Elizaete Ribeiro

Amei-o


Quando o conheci, amei tudo nele. 
Amei sua vida
Amei seus sonhos
Amei sua luta
Amei sua dor
Amei sua fé
Amei sua perseverança 
Amei seu caráter 
Amei seu sorriso 
Amei-o em silêncio 
Amei-o com joelhos dobrados 
Amei-o com mãos levantadas 
Amei-o com lágrimas nos olhos 
Amei-o com súplicas 
Amei-o com esperança 
Amei-o como se ama o amor, inexplicavelmente.

Elizaete Ribeiro

Contar sua vida

Ai as pessoas vão contar a sua vida, cada uma tem uma versão, cada uma usa o lado da moeda que quer, mas elas nunca contaram a verdadeira história, pois são incapazes de compreender a razão que te levou a mudar. ===== Elizaete Ribeiro